Técnicas endoscópicas

 

Na consulta inicial, define-se a conduta para cada paciente de acordo com sua condição clínica. Há pessoas obesas que não têm indicação cirúrgica e podem ser tratadas com abordagem multidisciplinar (dietas, medicamentos, exercícios e psicoterapia) ou ainda utilizar o balão intragástrico.

Trata-se de um balão feito de silicone, introduzido no estômago por endoscopia e preenchido com uma solução líquida. Após inserido, pode permanecer por um período de quatro a seis meses no organismo, causando sensação de saciedade mais precocemente.

Assim como nos métodos cirúrgicos, a efetividade do tratamento é determinada pela adesão do paciente. O balão apenas diminui o volume de alimento ingerido, devido à saciedade precoce. Se o paciente ingerir alimentos muito calóricos, o tratamento fica prejudicado. A presença do balão, associada à reeducação alimentar, é que leva a um bom resultado na perda de peso.

O acompanhamento do paciente por uma equipe multidisciplinar é fundamental para a eficácia do tratamento.

Plasma de Argônio para recidiva da obesidade

Uma pequena parcela dos pacientes submetidos a determinadas técnicas cirúrgicas apresenta reganho de peso após alguns anos. Isso, normalmente, acontece por causa do retorno dos maus hábitos de vida, da compulsão alimentar (ansiedade) ou da dilatação do estômago operado.

Uma nova opção de tratamento endoscópico para esses casos vem mostrando bons resultados em pacientes indicados. Trata-se da aplicação de plasma de argônio ao redor da costura entre o estômago e o intestino, o que diminui o diâmetro dessa região e devolve ao paciente a sensação de plenitude (saciedade) que tinha logo após a cirurgia.

O procedimento é realizado no centro cirúrgico, com sedação acompanhada por médico anestesista. Tem custo menor que outros métodos e possibilita que o paciente retome suas atividades normalmente após a aplicação.

A perda de peso é de cerca de 20% do peso inicial. Pacientes que fazem acompanhamento multidisciplinar apresentam melhores resultados.

 

Sutura endoscópica

Também chamada de gastroplastia endoscópica, foi aprovada para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de 2016. Diferencia-se da gastroplastia convencional por não haver cortes.

O procedimento consiste em inserir pela boca do paciente, até o estômago, um endoscópio flexível com uma câmera de alta resolução e uma agulha em sua ponta. Por meio desse equipamento, o cirurgião grampeia o estômago e o reduz por suturas.

A anestesia é geral, como nas cirurgias tradicionais, mas o procedimento é mais rápido (30 minutos a menos, num total de uma hora, em média), assim como a recuperação do paciente. A pessoa recebe alta no mesmo dia e pode retomar suas atividades em até uma semana.

 

Veja as técnicas cirúrgicas